segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A ciência não pode ser uma espécie de religião imanente

A ciência não pode ser uma espécie de religião imanente

by O. Braga

A teoria do Multiverso não é apenas a-científica: é sobretudo anti-científica.
Desde logo, a teoria do Multiverso — ao contrário do que acontece com a quântica, que dispõe de alguns instrumentos de verificação — não é falsificável. Portanto, trata-se de uma crença pura e dura. Neste sentido, a teoria do Multiverso é a-científica.
E depois, a teoria do Multiverso significa não só ao retorno a uma concepção do universo infinito [universo sem princípio nem fim; retorno a Newton], mas também significa que essa teoria defende a ideia segundo a qual não existe absolutamente nenhuma esperança de alguma vez a ciência descrever as causas e princípios fundamentais subjacentes ao modus operandi do universo; e é neste sentido que a teoria do Multiverso é anti-científica.
A ciência não pode ser uma espécie de religião imanente. O que a elite académica e uma grande parte dos cientistas anda a fazer é transformar a ciência em religião política.

O. Braga | Sábado, 25 Fevereiro 2012 at 6:38 pm | Tags: Cientismo, Multiverso | Categorias: Ciência, Quântica | URL: http://wp.me/p2jQx-atJ


Divulgação: http://professor-luiscavalcante.blogspot.com

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Thomas Nagel, filósofo ateu, diz porque a Nomenklatura científica recusa discutir a teoria do Design Inteligente


Posted: 23 Feb 2012 02:27 AM PST

“O mais importante, a campanha do establishment científico em descartar o design inteligente como sendo fora de discussão porque não é ciência, resulta no evitar as questões significantes sobre a relação entre a teoria evolucionária e a crença religiosa, questões que devem ser enfrentadas a fim de se entender a teoria e avaliar a evidência científica a favor dela.” — Thomas Nagel, proeminente filósofo da ciência e ateu.

“Most importantly, the campaign of the scientific establishment to rule out intelligent design as beyond discussion because it is not science results in the avoidance of significant questions about the relation between evolutionary theory and religious belief, questions that must be faced in order to understand the theory and evaluate the scientific evidence for it.” — Thomas Nagel, prominent philosopher of science and atheist.


Fonte: http://pos-darwinista.blogspot.com

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As limitações da ciência positivista não transformam a realidade não falsificável, em “fraude”


As limitações da ciência positivista não transformam a realidade não falsificável, em “fraude”

by O. Braga
A ciência, entendida no sentido do Positivismo, obedece ao princípio da falsicabilidade de Karl Popper; por outro lado, a razão por que a ciência positivista não deve “meter-se” na ética, na moral, na estética ou na religião, é que estas áreas [entre outras] são predominantemente do domínio do subjectivo e/ou do intersubjectivo: a ciência positivista ocupa-se unicamente daquilo que é objectivo na relação sujeito-objecto. Temos, portanto, 1) que o fenómeno/objecto da ciência positivista tem que ser falsificável, por um lado, e 2) não pode pertencer ao domínio do subjectivo.
É assim, por exemplo, que a psicanálise também não pode ser considerada do domínio da ciência positivista [a psicanálise não é ciência positiva] porque não é falsificável; e o materialismo dialéctico também não é ciência positivista.
Quando se diz aqui que a parapsicologia é uma “fraude científica” [sic] — e a julgar pelos mesmos critérios positivistas da falsicabilidade e da objectividade dos fenómenos —, "esqueceu-se" de dizer que a psicologia evolucionista [darwinista] é outra fraude. No entanto, duvido que alguma vez se verá escrito naquele blogue alguma coisa que atente contra o dogma darwinista e, por inerência, contra a psicologia evolucionista. E por quê? Porque os pressupostos do dito blogue são fraudulentos.


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Philosophy as The Discipline of The Disciplines por D.F.M.Strauss.

Philosophy as The Discipline of The Disciplines por D.F.M.Strauss.





D.F.M.Strauss, Philosophy as The Discipline of The Disciplines.
715 pp ISBN 978-0-88815-208-4.


http://www.amazon.com/asin/dp/0888152078/
http://www.amazon.co.uk/asin/dp/0888152078/
http://www.loot.co.za/shop/main.jsp

This new work by Danie Strauss must now be called The Definitive Statement regarding The Philosophy of The Cosmonomic Idea. In effect, it is the New Critique for the twenty first century in that it not only covers the entire range of the fundamental ideas developed by Herman Dooyeweerd more than seventy years ago, but it does so entirely within the spirit of Dooyeweerd’s work. Strauss systematically develops a number of themes that are troublesome in Dooyeweerd’s formulation and manages to provide us with significant resolutions. Perhaps the single most important contribution to theoretical analysis as such, is his elaboration of the relationship between Conceptual Knowledge and Concept Transcending Knowledge (Idea Knowledge). This relationship is central to all forms of discrimination and is pervasively evident in the cultural traditions of both the East and the West. This work will be the starting point for systematically coherent analysis in all disciplines as Strauss convincingly makes his case that Philosophy is the Discipline of The Disciplines.

Fonte via: http://www.allofliferedeemed.co.uk/strauss.htm

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Richard Dawkins não sabe nome do título do livro “Origem das Espécies”, de Charles Darwin

Richard Dawkins não sabe nome do título do livro “Origem das Espécies”, de Charles Darwin

by O. Braga

Num debate na rádio inglesa BBC4, Richard Dawkins não soube dizer o título completo do livro de Charles Darwin, a "Origem das Espécies".
A pergunta acerca do título do livro de Darwin foi feita a Richard Dawkins por Giles Fraser, depois de Richard Dawkins ter afirmado que uma grande parte dos cristãos ingleses não sabia o nome do primeiro livro do Novo Testamento.
Clique na imagem



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(Direto de Portugal) - O desprezo conformista pela vida de inocentes tem a sua origem na Idade Moderna

O desprezo conformista pela vida de inocentes tem a sua origem na Idade Moderna

by O. Braga

Com todo o respeito possível, Pedro Picoito está equivocado.
“A lei que mata inocentes gera hoje o conformismo porque, em democracia, a lei gera a moral pública.”
O primeiro país a introduzir uma lei do aborto foi a URSS, logo no início da década de vinte; e o segundo país foi a Alemanha nazi. Reconheço a Pedro Picoito a perspicácia necessária para saber que nenhum destes países era "democrático".

O problema do conformismo em relação ao aborto não está na democracia; a democracia é apenas um “acidente”, um pormenor, uma pequena parte de um problema muito mais vasto. Podemos, por exemplo, retornar ao círculo de Viena e ao Direito Positivo, e a Hans Kelsen — e ao neo-positivismo, em geral. E podemos ir mais atrás à revolução burguesa de 1789, que produziu um Augusto Comte. Estamos a falar aqui de um “processo” — entendido no sentido de concatenação ideológica — que nos conduziu até aqui.
Quando a lei positiva passou a substituir a ética cristã, a maior parte da Europa ainda não vivia em democracia — salvo em Inglaterra de finais do século XVIII [Bentham e o Utilitarismo], em que existia então uma demo-aristocracia, e não propriamente uma democracia parlamentar nos moldes actuais.
E podemos, depois, encontrar as verdadeiras causas do “conformismo gerado pela lei que mata inocentes” nos ideólogos da Razão de Estado e, posteriormente, no absolutismo político que marcou o início da Idade Moderna. O problema não está na democracia, entendida exclusivamente em si mesma: antes, está nas elites, como sempre esteve nas elites desde o princípio da Idade Moderna.
Quando as elites substituem a ética cristã pelo Direito Positivo — o problema começa com os ideólogos da Razão de Estado do século XVII, e depois Hobbes, Hume, Rousseau, Voltaire, Comte, os enciclopedistas, Bentham, os socialistas franceses, Karl Marx e Engels, Stuart Mill, Peirce e os pragmatistas, círculo de Viena e os neo-positivistas, marxismo cultural da Escola de Francoforte, Objectivismo de Ayn Rand, existencialismo materialista de Merlau-Ponty e de Sartre, o Desconstrutivismo que vai de Heidegger a Derrida passando por Foucault, e o “fim da história” do Neoliberalismo de Hayek e de Francis Fukuyama —, o “conformismo gerado pela lei que mata inocentes” passou a ser inevitável: basta sabermos que houve mais vítimas inocentes em guerras, só no século XX, do que todas as guerras juntas desde o século III a.C até ao século XIX.
Portanto, o problema não está na democracia representativa em si mesma: está na modernidade e na paralaxe cognitiva das elites que, como muito bem explicou Olavo de Carvalho, é grosso modo “o desvio do eixo da percepção teórica dos ideólogos para fora da realidade concreta” que caracteriza os ideólogos modernos e contemporâneos, por um lado, e por outro lado, está na dissonância cognitiva da populaça, que resulta da acção política dessas elites — quando o cidadão comum se vê confrontado com as contradições resultantes da paralaxe cognitiva das elites moderna e contemporânea [elites que possuem uma autoridade de direito], entra em dissonância cognitiva que causa o tal “conformismo gerado pela lei que mata inocentes”.
O problema, antes de ser político [a democracia, ou a falta dela], é ético. As pessoas têm que se convencer, de uma vez por todas, que a ética está a montante da política, da economia e da cultura antropológica e/ou intelectual. E quando uma sociedade retira Deus da equação ética, ficamos sem pontos de referência epistemológicos [episteme], e passamos a fazer a opinião [doxa] desligada de um verdadeiro nexo causal.

O. Braga | Quinta-feira, 16 Fevereiro 2012 at 12:10 pm | Categorias: A vida custa, aborto, ética, cultura, religiões políticas, Sociedade | URL: http://wp.me/p2jQx-ajQ


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A lógica do darwinismo

A lógica do darwinismo

by O. Braga

Segundo o darwinismo, o tipo de organismos que sobrevive e se reproduz, é exactamente o tipo de organismos que sobrevive e se reproduz.
A razão desta “lógica” darwinista prende-se com o argumento segundo o qual “somente os organismos mais aptos conseguem ter sucesso na reprodução”, por um lado, e por outro lado, o argumento segundo o qual “o que torna o organismo mais apto é o facto de ele garantir a sua sobrevivência e a sua reprodução”.
Portanto, para a "lógica" darwinista, "um organismo que sobrevive é um organismo que não se extingue". Será que a ciência biológica sabe o que é “tautologia”?

O. Braga | Sexta-feira, 17 Fevereiro 2012 at 12:23 pm | Categorias: A vida custa, Ciência, Darwinismo, Esta gente vota | URL: http://wp.me/p2jQx-akB


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Quando a noção de liberdade é enviesada

Quando a noção de liberdade é enviesada

by O. Braga

Quem escreveu isto, provavelmente não conhece nem a vida, nem o pensamento de Giordano Bruno.
O Rerum Natura é um blogue politizado e ideologicamente orientado que se serve da ciência para afirmar uma certa ideologia política.
A tentativa de afirmação de uma ideologia política é legítima: o que não é legítima é a fraude intelectual que caracteriza o cientismo.
No que diz respeito a Galileu, deve perguntar-se: 1) sendo Copérnico contemporâneo de Galileu, e defendendo o primeiro o mesmo tipo de ideias do segundo, por que é que o Copérnico não foi “perseguido” pela Igreja Católica pelas suas ideias, e o Galileu alegadamente foi?
2) Será porque Copérnico não foi "perseguido" porque pertencia ao clero católico, e Galileu foi "perseguido" porque era da família próxima do Papa?
Naturalmente que a verdade histórica não interessa ao Rerum Natura, e tão pouco ao cientismo que esse blogue vergonhosamente propala.
Ao contrário de Galileu e de Copérnico, a mundividência de Giordano Bruno era essencialmente religiosa, e por isso pouco ou nada tinha a ver com ciência. Giordano Bruno via o mundo de uma forma muito semelhante à do lunático Campanella — os dois foram contemporâneos.
Dizer que Giordano Bruno foi um “mártir da liberdade” é análogo a dizer-se que o Padre Maximiliano Kolbe foi um “mártir da liberdade”. Porém, o conceito de "liberdade" do Rerum Natura obedece a uma ideologia política, e por isso Kolbe já não poderá ser considerado "mártir".

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O impacto do Cristianismo com o Direito Romano

O impacto do Cristianismo com o Direito Romano
http://direitoreformacional.blogspot.com/2012/02/o-impacto-do-cristianismo-com-o-direito.html

James A. Shapiro, um cientista evolucionista não-darwinista, ‘falou e disse’: a ciência avança não pela canonização de Darwin


Posted: 07 Feb 2012 02:39 PM PST

“Nenhuma teoria ou ponto de vista deveria jamais se tornar sacrossanto porque a experiência nos diz que até as mais elegantes Leis da Natureza sucumbem finalmente pelo progresso inexorável do pensamento científico e pela inovação tecnológica. O atual debate sobre o darwinismo será mais produtivo se isso acontecer no reconhecimento do fato que os avanços científicos são feitos, não pela canonização de nossos predecessores, mas pela criação de oportunidades intelectuais e técnicas para nossos sucessores”. — James A.Shapiro, “A Third Way,” Boston Review, Feb/Mar 1997.


“No theory or viewpoint should ever become sacrosanct because experience tells us that even the most elegant Laws of Nature ultimately succumb to the inexorable progress of scientific thinking and technological innovation. The present debate over Darwinism will be more productive if it takes place in recognition of the fact that scientific advances are made not by canonizing our predecessors but by creating intellectual and technical opportunities for our successors”. — James A. Shapiro,
 
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O darwinismo é uma superstição moderna: os animais pensam como pessoas, e criaturas como o “gene egoísta” existem realmente.

O darwinismo é uma superstição moderna: os animais pensam como pessoas, e criaturas como o “gene egoísta” existem realmente.


 

O darwinismo é uma superstição moderna

by O. Braga

O darwinismo é uma superstição moderna: os animais pensam como pessoas, e criaturas como o “gene egoísta” existem realmente.

O. Braga | Sexta-feira, 3 Fevereiro 2012 at 7:28 pm | Categorias: A vida custa, Darwinismo | URL: http://wp.me/p2jQx-a9Z


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Exemplo de Intelectual Naturalista-Materialista-Reducionista: Peter Singer: “em termos éticos, o homem é comparável a um rato”

Peter Singer: “em termos éticos, o homem é comparável a um rato”

by O. Braga

O darwinismo é uma superstição moderna: os animais pensam como pessoas, e criaturas como o “gene egoísta” existem realmente.
Para justificar a ausência de livre-arbítrio no ser humano, Peter Singer começa por compará-lo a um rato — ler o artigo de Peter Singer. Trata-se de uma falácia; de um ponto de partida enganoso e politicamente motivado. E mesmo que não fosse uma comparação, mas uma simples analogia, não deixaria por isso de ser um argumento falacioso. E isto por uma simples e evidente razão: o ser humano não é um rato. Salta à vista.
Porém, a forma como a questão é apresentada por Peter Singer ilude o leitor ao ponto de passar despercebida a diferença entre um ser humano e um rato; e a razão por que o leitor é iludido é a de que Peter Singer invoca a ciência: ao invocar a ciência, Peter Singer consegue transformar o absurdo em lógica.
Peter Singer adora animais...
Por outro lado, Peter Singer sabe que as maioria das pessoas não conhece a história do pensamento ético — o que é uma grande vantagem para quem quer reduzir o ser humano a um rato. Peter Singer utiliza a ignorância da maioria a seu favor, o que é eticamente condenável. Temos, pois, aqui um putativo “eticista” que é anético. Mas isto não é só apanágio de Peter Singer: hoje, a esmagadora maioria dos professores universitários [com excepção da maioria dos físicos] pensam como Peter Singer e utilizam o mesmo tipo de táctica de inferência absurda.
Óscar Wilde escreveu que “um cínico é um homem que conhece o preço de tudo e o valor de nada”. Peter Singer encaixa que nem uma luva nesta descrição.
O grande problema de Peter Singer e dos académicos em geral é a compaixão humana que nenhum outro animal possui. A compaixão humana é a verdadeira ameaça ao determinismo cientificista de Peter Singer, e é por esta razão que o próprio absurdo é utilizado como argumento válido para fundamentar a ausência de livre-arbítrio.
No seu livro “O Mistério da Caridade”, o mundialmente conhecido psicólogo ateu Morton Hunt escreveu que “até agora, é simplesmente desconhecido o que leva heróis impulsivos a arriscarem as suas vidas por pessoas estranhas; a investigação não oferece praticamente nada como resposta a esta questão”. E Peter Singer sugere no seu artigo que a experiência com dois ratos explica cientificamente a compaixão humana; trata-se de pura desonestidade intelectual para induzir a validade do determinismo no comportamento do ser humano. Até hoje não compreendi como Peter Singer pode ser professor universitário em Princeton.

Como se pode constatar pela teoria de Peter Singer, a ausência de Deus na elaboração da ética leva sempre a um qualquer tipo de totalitarismo. A sociedade que Peter Singer defende é uma sociedade em que os critérios para administração de uma “pílula moral” são atribuídos à ciência, e partindo do princípio de que a ciência nunca se engana e assume o estatuto de uma espécie de religião. A recusa do livre-arbítrio está ligada exactamente à construção de um totalitarismo cientificista, que não é novo: Augusto Comte defendeu ideias semelhantes.
Estamos aqui perante o gnosticismo moderno, que utiliza o mesmo tipo de padrão ético e metafísico do gnosticismo da Antiguidade Tardia, sendo que o tipo de religião é hoje diferente. O livre-arbítrio, nos dois casos, é recusado ao ser humano.
Esta recusa do livre-arbítrio humano pode ser detectada ao longo da História europeia, por exemplo, em uma determinada interpretação errada dos textos de Santo Agostinho, na escola de Chartres, na escola de Port-Royal, no Jansenismo, no calvinismo e nos puritanos do século XVIII. Com o Iluminismo, o padrão ético dos antigos e dos medievos gnósticos manteve-se o mesmo, não obstante a alteração específica da religião através, por exemplo, de Augusto Comte: a componente transcendente da religiosidade da Antiguidade Tardia e da Idade Média foi preterida em relação à componente da religiosidade imanente que já existia também na Idade Média e na Antiguidade Tardia: a religião transcendente pulverizou-se em uma miríade de religiões políticas.
Finalmente, e como escrevi aqui:
“A moral cristã não significa que o ser humano ― ou a sociedade ― seja degradado à condição de “receptor de ordens”, porque os valores predeterminados são apenas os valores do respeito perante a vida, de honestidade, de fidelidade, do amor ao próximo. A discussão que se segue hoje na sociedade ou na consciência individual tem que se orientar por estes valores fundamentais quando estão em causa outros valores não incluídos nesta lista de fundamentos éticos. Quando uma sociedade se afasta da religião, cria um problema para si própria: sendo Deus “arrumado”, é substituído pela sociedade, e esta deve fundamentar a moral. E se, como vimos anteriormente, a sociedade não é capaz de o fazer, a culpa é da sociedade e ela sofrerá com isso.”



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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Para ser sadio intelectualmente evite: 1. Maniqueísmo de Marcuse. 2. Marxismo Cultural. 3. Psicologia Evolucionista. 4. O Behaviourismo, que coloca o ser humano ao nível de uma besta qualquer.

Um estudo “científico” revela que as pessoas são mais inteligentes se aceitarem a política correcta sem reclamar

by O. Braga

Cliue na imagem
1. Uma pessoa minimamente inteligente não subestima, a priori e em juízo universal, a inteligência de outrem — até porque existem vários tipos de inteligência: a inteligência lógica matemática, a inteligência pessoal, a inteligência espacial, a inteligência linguística, a inteligência musical, etc. Portanto, dizer que alguém é menos inteligente por causa das suas ideias políticas, para além de ser uma contradição nos termos, é sintoma de pouca inteligência lógica.
2. Por outro lado, o estudo em causa é pouco inteligente porque coloca em um mesmo plano o racismo ou a segregação em função da raça [porque a raça é uma característica genética, e por isso, imutável], por um lado, e por outro lado, o comportamento de um determinado grupo social [os gays e a sua cultura de promiscuidade sexual, de que não há evidências científicas de que exista o “gene gay”]. Neste sentido, podemos dizer que este estudo canadiano é uma pura manifestação de cientismo manipulado pelo politicamente correcto, e é feito para um público pouco inteligente e com pouco sentido crítico.
3. Outra premissa pouco inteligente do estudo canadiano é a de que as pessoas são mais inteligentes se tiverem uma “mente aberta”, sendo que “mente aberta” é a capacidade de aceitar tudo e mais alguma coisa. Uma pessoa com “mente aberta” tem que ser necessariamente uma pessoa acrítica ou com pouco sentido crítico, porque a “mente aberta” significa que a pessoa que a detém aceita a realidade social circundante sem a questionar.
A premissa parte da falácia lógica ad Novitatem: tudo o que é novo é bom, e tudo que é antigo é sempre mau.
Esta premissa do estudo canadiana é uma contradição nos seus próprios termos, porque a capacidade crítica de um indivíduo significa que ele se obriga a si próprio a fazer escolhas fundamentais que moldam a sua mundividência e, neste sentido, não pode ter a “mente aberta” que caracteriza o espírito acrítico. Vemos aqui, mais uma vez, como este estudo é feito para estúpidos.
4. Depois, e talvez o mais espantoso, é a ideia do estudo canadiano segundo a qual as pessoas que procuram um “sentido de ordem” no universo são pouco inteligentes...!
Este estudo científico tem claramente três componentes fundamentais:
  • A primeira, é ideológica e é marcada pelo conceito de “tolerância repressiva” maniqueísta de Marcuse e do marxismo cultural: tudo o que vem da esquerda, é sempre bom; tudo o que venha da direita, é sempre mau.
  • A segunda, é a psicologia evolucionista que se pauta pela ausência de evidências que sustentem a teoria; por exemplo, ainda há pouco tempo se descobriu, através de evidências documentadas mediante artefactos encontrados, que o Homem de Neanderthal poderá ter tido determinadas características psicológicas que anteriormente a teoria da psicologia evolucionista não tinha previsto e tinha mesmo contrariado. Estamos aqui no campo do hipotético e do cientismo.
  • A terceira, é a pior forma de materialismo que podemos conceber: o behaviourismo, que coloca o ser humano ao nível de uma besta qualquer.
 
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cientista cristão afirma ser possível provar que o mundo foi criado

O cientista Adauto Lourenço ministrou uma palestra sobre criacionismo, no auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde ocorreu um debate sobre as duas conhecidas teorias a respeito da criação do mundo: criacionismo e evolucionismo.
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Professor e cientista criacionista, Lourenço falou em sua palestra sobre o grande número de variáveis, perfeitamente balanceadas, que permitem a vida na Terra e levantou a questão: “Todos esses valores são apenas meras coincidências ou sinais de planejamento?”

Lourenço listou uma série de fatores que permitem a vida na terra, argumentando que eles são indícios da criação: “Se [a terra] fosse um pouco mais próxima do sol, a vida não existiria; um pouco mais distante do sol, a vida não existiria; girando um pouco mais rápido, a vida não existiria; girando um pouco mais devagar, a vida não existiria; se um pouco da proporção dos gases na atmosfera fosse mudada, a vida não existiria, e algumas poucas características dos solos fossem mudadas, a vida também não existiria. São vários fatores, praticamente todos eles, relacionados diretamente com a questão da existência da vida”, disse o cientista que conclui seu pensamento afirmando que “quando nós temos um número grande de coincidências, a probabilidade de elas terem ocorrido simultaneamente, por meio de processos naturais, é muito pequena”.

Outro argumento apontado por Lourenço são os estudos feitos pelo pesquisador norte-americano Dr. Russell Humphreys que resultaram em provas que contradizem a teoria do Big Bang, devido à forma que o universo parece estar se expandindo.

O professor Lourenço falou também da idade do planeta, que seria muito inferior aos 4,6 bilhões de anos defendidos pela teoria evolucionista. Ele usou o afastamento da Lua em relação à Terra para mostrar que se o planeta realmente tivesse a idade defendida pela teoria evolucionista a um bilhão de anos atrás a Lua estaria tão próxima da Terra que segundo o cientista “altura média da maré [nos oceanos] seria e 11.700 metros e a rotação da Terra há praticamente 1,2 bilhão de anos seria de 4h57min. Vida não teria existido nessas condições”.

Outro ponto abordado na palestra foi o ensino da linha de pensamento criacionista nas escolas. Segundo ele avalia-se o criacionismo, baseando-se nas suas implicações religiosas e não pelas suas propostas científicas. “A parte religiosa não é testável. O criacionismo trabalha especificamente nesta questão: ‘É possível provar cientificamente que o mundo foi criado? Sim!’; ‘É possível provar cientificamente quem criou o mundo? Não!’ Portanto, dizer que o criacionismo está tentando provar que Deus criou o mundo, não é verdade”, atestou concluindo o que mais difícil para incutir o criacionismo nas escolas é “desassociar a ideia de que criacionismo é religião”.

Fonte: Gospel+

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Sobre o HypeScience: o que fazer com um site ideologicamente vendido ao naturalismo filosófico


Posted: 29 Jan 2012 03:39 PM PST




O site HypeScience afirma ser um site de ciência, e que todas as vezes que publica artigos sobre o Big Bang, a idade da Terra e o fato da evolução, sofre ataques frequentes de criacionistas com seus comentários defendendo “mitos religiosos”. Sofria, pois os responsáveis pelo site decidiram:

“Comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins serão sumariamente removidos (juntamente com suas réplicas) por criarem discussões cíclicas inúteis”.


Não vou comentar a decisão do HypeScience censurar esses criacionistas, nem sobre o Big Bang, tampouco sobre a idade da Terra, muito menos defender os criacionistas que fizeram comentários inúteis, mas vou comentar sobre a afirmação do HypeScience de que “a evolução biológica é um fato”:

“Há inúmeras provas irrefutáveis que mostram a inexorabilidade deste processo que vem acontecendo há milhões de anos. A cada dia surgem mais evidências tanto da paleontologia quanto do campo genética e da biologia molecular. Há muita gente séria trabalhando nisso e inúmeras revistas científicas seculares com um enorme acervo de dados a disposição de todos”.

Sim, a evolução biológica é um fato, mas de qual evolução o HypeScience mencionou há “inúmeras provas irrefutáveis que mostram a inexorabilidade deste processo que vem acontecendo há milhões de anos”?

Primeiro, e talvez o pessoal do HypeScience não saiba, mas a teoria de Darwin não é uma ideia única: ela é um conglomerado de diversas ideias relacionadas, cada uma apoiada por argumentos específicos:

Evolução #1:

Aqui a evolução significa que as formas de vida que nós vemos hoje são diferentes das formas de vida que existiram no passado distante. Evolução como “mudança ao longo do tempo” também pode se referir a mudanças mínimas em características das espécies de espécies individuais – mudanças que ocorrem num curto espaço de tempo. Até os céticos da teoria de Darwin concordam que este tipo de “mudança ao longo do tempo” ocorre.

Evolução #2:

Alguns cientistas associam a palavra “evolução” com a ideia de que todos os organismos que nós vemos hoje descendem de um um único ancestral comum em algum lugar no passado distante. A afirmação se tornou conhecida como a Teoria da Descendência Comum Universal. Esta teoria pinta um quadro da história da vida na Terra como sendo uma grande árvore cheia de galhos.

Evolução #3:

Finalmente, algumas pessoas usam o termo “evolução” para se referir a uma causa ou mecanismo de mudança, o processo biológico que Darwin pensou fosse responsável por este padrão de ramificação. Darwin argumentou que a seleção natural tinha o poder de produzir fundamentalmente novas formas de vida.

Juntas, as ideias da Descendência Comum Universal e a seleção natural formam o cerne da teoria da evolução darwinista. A evolução neodarwinista combina o nosso conhecimento sobre o DNA e a genética para afirmar que as mutações no DNA fornecem a variação sobre a qual a seleção natural age.

Embora surjam “mais evidências tanto da paleontologia quanto do campo genética e da biologia molecular” essas evidências, uma leitura objetiva e isenta da literatura especializada revela que nem sempre essas evidências são favoráveis ao estabelecimento do fato da evolução, e apontam noutra direção.


Vide: ALMEIDA FILHO, E. E. “A sugestão de Edgar Morin para o ensino das incertezas das ciências da evolução química e biológica — uma bibliografia brevemente comentada”, in Anais do II Congresso Nacional de Licenciaturas 2009, Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 01/10/2009. [Link não localizado] *
Neste trabalho, mais de 100 pesquisas e artigos abordam as ‘zonas de incertezas’ das ciências da evolução química e biológica que Edgar Morin sugeriu em 1999 à UNESCO fossem ensinadas para a educação do futuro.

Além disso, quando se discute evolução é preciso ter em mente quais das três definições acima estão sendo usadas? Atualmente, a maioria dos críticos do Neodarwinismo focaliza na Evolução #2 ou na Evolução #3. Todavia, a discussão ou debate fica confuso quando alguém pega uma evidência a favor da Evolução #1, e tenta fazer com que pareça apoiando a Evolução #2 ou a Evolução #3. **

Assim, alguém pode criticar ou discutir os problemas fundamentais da Evolução #2 ou Evolução #3 no contexto de justificação teórica, mas é falsamente acusado de rejeitar também a Evolução #1. Isso simplesmente não é o caso, pois até biólogos dissidentes do neodarwinismo aceitam a Evolução #1.

A ciência avança pela discussão de pontos de vistas teóricos diferentes. Este site aqui não quer que se discuta as predições propostas pela atual teoria da evolução de Darwin que fracassaram? Entre muitas fracassadas, cito algumas:

1. O fracasso da biologia evolucionária fornecer explicações evolucionárias detalhadas para a origem das características bioquímicas complexas;

2. O fracasso do registro fossil em fornecer apoio para a evolução darwinista;

3. O fracasso da biologia molecular em fornecer evidência para a descendência comum universal;

4. O fracasso da Genética e da Química explicar a origem do código genético;

5. O fracasso da biologia do desenvolvimento explicar por que os embriões de vertebrados divergem no início do desenvolvimento.

Como site de ciência, HypeScience, em vez de afirmar veementemente que a evolução biológica (sem qualificar qual dos seus três significados acima) é um fato, deveria abordar as questões sobre o fato, Fato, FATO da evolução que não são corroborados no contexto de justificação teórica e que são debatidas intramuros pela comunidade científica.

Como site de ciência, o HypeScience deveria, mas não me lembro de ter visto (recebo sua newsletter online), mencionar que a teoria da evolução atual, a Síntese Evolutiva Moderna foi considerada uma teoria científica morta em 1980, mas que posa como ortodoxia científica nos livros didáticos, por ninguém nada menos do que Stephen Jay Gould, um paleontólogo evolucionista.

Como site de ciência, o HypeScience deveria, mas não me lembro de ter visto, mencionar que, devido as montanhas de evidências contrárias trazidas por diversas áreas científicas no século 20 e século 21, especialmente a genômica, os cientistas estão trabalhando na elaboração de uma nova teoria geral da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada, que não deverá ser selecionista (contra Darwin) e deverá incorporar alguns aspectos lamarckistas (Lamarck redivivus?).

Talvez este site de ciência nem saiba, mas a nova teoria geral da evolução será apresentada à comunidade científica e ao público somente em 2020.

Desde 1859 as especulações transformistas de Darwin promovidas no Origem das espécies (que não explicou o que o título prometia, e nem a origem das variações) sofre críticas e rejeição, não somente da parte de religiosos, mas de cientistas.

Hoje, também não é diferente. Há cientistas, membros de Academias de Ciências e professores em renomadas universidades que são críticos e dissidentes de Darwin. Tem teístas, mas há alguns ateus, agnósticos e céticos. Vide lista.

Ah, o site HypeScience, um site de ciência, deveria saber que é o contraditório que faz avançar a ciência, e que não existe Theoria perennis em ciência. Nem a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z. Razão? Por ser um construto humano para a descrição da realidade encontrada na natureza, sujeito a revisões, ajustes e até o simples descarte (mudança paradigmática).

Mas isso, o HypeScience não abordará online, pois é um site que aceita as proposições transformistas de Darwin sem nenhum questionamento científico. QED, o HypeScience não é um site de ciência, mas sim um site ideológico promovendo o naturalismo filosófico como se fosse ciência.

HypeScience, uma dose de ceticismo salutar contra Darwin é científico, muito mais do que vocês imaginam!!!

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* Trabalho apresentado no
II Congresso Nacional de Licenciaturas 2009, Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 01/10/2009

A Sugestão de Egar Morin para o ensino das incertezas das ciências da evolução química e biológica – uma bibliografia brevemente comentada

Enézio Eugênio de Almeida Filho
Ms em História da Ciência
Doutorando em História da Ciência [Naquela ocasião]
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Email: neddy@uol.com.br

Resumo:

No seu livro Os sete saberes necessários à educação do futuro, Edgar Morin sugeriu à UNESCO incluir o estudo das incertezas que surgiram nas ciências físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas no século XX. Este artigo expande a sugestão feita por Morin em 1999 ao apresentar alguns exemplos da discussão de algumas linhas de evidências usadas para defender a evolução química ou biológica em livros-texto de biologia do ensino médio. Os argumentos apresentados por esses especialistas contradizem aspectos fundamentais das atuais teorias da evolução química e biológica, especialmente aqueles apresentados aos alunos em livros didáticos. Esses exemplos de discussão estão divididos em cinco seções, com uma breve descrição de suas implicações para a evolução química e biológica em um contexto de justificação teórica.

Palavras-chave: Charles Darwin, Edgar Morin, Teoria da evolução química, Teoria da evolução biológica, Incertezas

Abstract:

In his book Seven complex lessons in education for the future, Edgar Morin suggested to UNESCO to include the study of uncertainties that have emerged in the physical sciences, the sciences of biological evolution, the historical sciences in the 20th century. This article expands the suggestion made by Morin in 1999 by presenting some examples of the discussion of some lines of evidence used for defending the chemical or biological evolution in high school textbooks. The arguments presented by these specialists contradict fundamental aspects of current chemical and biological evolutionary theories, especially those presented to the students in textbooks. These examples of discussion are divided in five sections with a brief description of its implications for the chemical and biological evolution in a context of theoretical justification.

Key-words: Charles Darwin, Edgar Morin, Chemical theory of evolution, Biological theory of evolution, Uncertainties

** Para mais informações sobre os significados do termo 'evolução', vide “The Meanings of Evolução” por Stephen Meyer e Michael Keas.

Texto elaborado com materiais do Discovery Institute e seus vários blogs de ciência.

Fonte via: http://pos-darwinista.blogspot.com


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com