quinta-feira, 19 de abril de 2012

O cientista não deve invocar a putativa “autoridade” da ciência para se meter na ética

O cientista não deve invocar a putativa “autoridade” da ciência para se meter na ética


by O. Braga

Depois de Thomas Kuhn ter publicado, faz agora 50 anos, o seu livro “A Estrutura das Revoluções Científicas”, já ninguém duvida que os cientistas são humanos e cometem erros. O problema é que a comunidade científica actual, em termos gerais, está de tal forma ideologicamente formatada que não admite que se lhe apontem erros ideológicos. Hoje, o cientista aspira ao estatuto de rei-filósofo, de Platão: pretende substituir a sotaina pela bata de laboratório.



Se o princípio da autonomia de Kant serviu para criticar a ética proveniente da autoridade religiosa do seu tempo, também serve para criticar a ética proveniente da autoridade científica do nosso tempo. Chamamos a isso “racionalismo crítico” que herdamos dos gregos [que não é a mesma coisa que “racionalismo” de Descartes ou de Kant].



Portanto, não se trata de preconceito negativo em relação aos cientistas, em termos gerais: trata-se de interpretar racionalmente os factos.

O. Braga
Quinta-feira, 19 Abril 2012 at 9:29 am
Tags: Cientismo, naturalismo
Categorias: A vida custa, ética, Ciência, cultura, filosofia
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