domingo, 15 de abril de 2012

Quando começamos a definir, o politicamente correcto começa a insultar

Quando começamos a definir, o politicamente correcto começa a insultar

by O. Braga

Quando falamos de uma coisa qualquer, devemos em primeiro lugar tentar definir essa coisa. Por exemplo, se falamos de SIDA ou AIDS, devemos em primeiro ter uma noção do que é a SIDA. Ter uma noção de SIDA é definir SIDA.



Se falamos de uma coisa apenas tendo em consideração o “conceito” dessa coisa, corremos o risco de, às páginas tantas, estar a falar de tudo menos dessa coisa. Uma das características da Esquerda e do politicamente correcto é concentrar-se exclusivamente no conceito de uma coisa em discussão, evitando a todo o custo a definição dessa coisa que levaria à “noção da coisa” em causa.



Por exemplo, se falarmos em “conceito de ser humano”, poderíamos escrever uma biblioteca inteira em torno desse conceito; uma vida inteira dedicada à escrita acerca do “conceito de ser humano” não chegaria certamente para delimitá-lo. Mas se definirmos ser humano, chegamos à noção de ser humano em uma curta frase: “o ser humano é um animal mamífero, bípede, racional, dotado de linguagem e de inteligência.”



A partir do momento que começamos a definir, o politicamente correcto [e/ou a Esquerda] começa a insultar.



Como podemos definir SIDA? Temos que começar por descodificar a sigla ou signo SIDA. Segundo a Wikipédia, SIDA significa “síndrome da imunodeficiência adquirida”, o que quer dizer que se trata de uma doença que causa a falência — ou, pelo menos, a deficiência — do sistema imunitário no ser humano. E qual é a causa da SIDA?



Ora, o que este artigo faz é confundir a SIDA, entendida como “síndrome da imunodeficiência adquirida” [segundo a noção de SIDA], por um lado, com a forma como a SIDA é tratada, ou como poderia ser tratada de uma forma alternativa, por outro lado. E ao fazer essa confusão, o texto referido troca a noção de SIDA pelo conceito abstracto de SIDA: a SIDA passa a ser um conceito vago e difuso, sem causas próximas claramente definíveis, e que alegadamente, tem muito pouco a ver com a promiscuidade sexual considerada em si mesma; e a causa da SIDA é, desse modo, desligada do vírus HIV [que é considerado um “vírus inofensivo”] e atribuída ao próprio tratamento da SIDA por meio do AZT.



Na República da África do Sul, o AZT só recentemente foi introduzido como tratamento da SIDA, e cerca de 6 milhões de sul-africanos estão infectados pelo HIV e 500 mil pessoas morrem anualmente devido à “síndrome da imunodeficiência adquirida”; a esmagadora maioria dos doentes sul-africanos com SIDA não são homossexuais.

A realidade concreta e objectiva, e o senso-comum, diz-nos que Peter Duesberg está errado, e que a SIDA tem mais a ver com a promiscuidade sexual que catalisa a propagação do vírus HIV, do que com o tratamento por AZT — o que não significa que o AZT não possa ser colocado em causa como forma de tratamento.



Temos aqui um exemplo de como um biólogo de esquerda e politicamente correcto [Peter Duesberg] consegue fazer diluir a noção de SIDA e concentrar o seu discurso no conceito de SIDA, fazendo com que se torne difícil estabelecer qualquer nexo causal na discussão.

O. Braga
Domingo, 15 Abril 2012 at 8:09 pm
Tags: AIDS, SIDA
Categorias: A vida custa, Esta gente vota, homocepticismo, politicamente correcto
URL: http://wp.me/p2jQx-b4U 
 
Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

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