quarta-feira, 30 de maio de 2012

A doença dos intelectuais europeus


Uma analogia entre a cultura intelectual europeia e um sistema imunitário deficiente

by O. Braga


Podemos conceber a Europa actual, por simples analogia, como um corpo humano; e podemos conceber analogamente a cultura intelectual europeia, actual e predominante, como o sistema imunitário desse corpo — na medida em que a cultura intelectual exerce grande influência sobre a cultura antropológica, e porque a cultura assume um papel fundamental na defesa da sociedade contra a degradação do corpo social e na garantia da sua continuidade e do seu futuro.
No contexto desta analogia, defendo a ideia de que a Europa entrou num processo de esclerose múltipla, porque a actual acção da cultura intelectual europeia sobre o corpo social assemelha-se à acção de um sistema imunitário defeituoso que não distingue as células do seu próprio corpo, por um lado, das células alienígenas e patológicas que invadem o corpo, por outro lado.
Quando uma bactéria invade um corpo com um sistema imunitário eficiente e saudável, o corpo gera anticorpos contra a bactéria, mas não o faz, por exemplo, contra os glóbulos vermelhos que circulam na corrente sanguínea; ou contra quaisquer outros tecidos que os anticorpos encontram constantemente. Este comportamento normal e eficiente dos anticorpos tem o nome de “auto-tolerância”.
Mas quando o corpo gera anticorpos “auto-dirigidos” [dirigidos contra o seu próprio corpo], o efeito sobre o corpo é desastroso; estamos em presença de “anticorpos niilistas e alienados”. Por exemplo, na diabete juvenil, os “anticorpos niilistas e alienados” destroem as células do pâncreas que produzem a insulina, levando a criança à morte se ela não tomar insulina. Outro exemplo é o dos corpos com esclerose múltipla: os “anticorpos niilistas e alienados” destroem os isolamentos que rodeiam os nervos do corpo, expondo os nervos que, assim, entram em curto-circuito, conduzindo progressivamente à paralisação do corpo. A acção da cultura intelectual europeia no corpo social pode ser comparada à acção dos "anticorpos niilistas e alienados" no corpo com um sistema imunitário deficiente.
Num corpo saudável, o sistema imunitário “aprende” não só a tolerar mas sobretudo a defender os seus próprios tecidos. Num corpo em que existam “anticorpos niilistas e alienados”, o sistema imunitário actua como inimigo do próprio corpo, levando-o à degradação e, em alguns casos, até à morte.
A esclerose múltipla não tem cura, exactamente porque o sistema imunitário do corpo é “irredutivelmente complexo” no sentido em que depende da acção simultânea e coordenada de pelo menos três esferas de acção diferentes, mas interdependentes:
1) o sistema clonal [a produção de células B no tutano dos ossos e o processo de acoplagem dos anticorpos às células B] que representa simbolicamente as universidades, areópagos políticos elitistas e fóruns culturais da Europa;
2) a diversidade dos anticorpos [bilhões de possibilidades, quase infinitas] que representa simbolicamente a criação intelectual e a respectiva acção política;
3) e o sistema suplementar [o sistema de ataque massivo às bactérias e aos vírus, no seguimento dos sinais e das mensagens de alerta transmitidas pelos anticorpos] que representa aqui simbolicamente a cultura antropológica na Europa [a cultura do povo].
Sendo que estes três componentes são íntima e intrinsecamente interdependentes de uma forma “irredutivelmente complexa”, a cura para a esclerose múltipla de um corpo passaria pela substituição, de uma só vez, de todo o sistema imunitário — o que é uma impossibilidade objectiva, pelo menos para o ser humano: só Deus o pode fazer.
De um modo análogo, a única forma de se salvar o “corpo” social da Europa, sujeito hoje às acções de um sistema imunitário deficiente --- e dos seus “anticorpos niilistas e alienados” representados pela cultura intelectual e pela elite política --- é a substituição total do sistema imunitário da Europa. Sem essa substituição radical, o organismo social tende a uma paralisação progressiva, a uma decadência operacional e ao definhamento ao longo de algum tempo.

Segundo Eric Voegelin, a deficiência do sistema imunitário do corpo social europeu deve-se à alienação dos intelectuais [a “traição dos intelectuais”, de Julien Benda] que consiste na “retirada do próprio Eu” — sendo que o Eu é constituído pela “tensão entre o Homem e o plano divino da existência” [Metaxia]. A alienação é “o afastamento do plano divino” e a clausura no Eu que, “embora se imagine humano, não se constitui pela sua relação com a presença divina”. É nisto, basicamente, que consiste a alienação niilista da cultura intelectual europeia.
A doença dos intelectuais europeus — ou a deficiência do sistema imunitário do corpo social na Europa — consiste na “recusa de participar na realidade” da “tensão existencial” [a “grande recusa”, de Marcuse, Adorno e da Utopia Negativa] que liga o ser humano ao fundamento axiológico cósmico e divino: os intelectuais europeus criam uma "realidade segunda" que coloca o "Ego autónomo no lugar do fundamento" axiológico cósmico e divino. “A deformação do real leva à edificação de sistemas ideológicos” — as "religiões políticas" que já controlam até a ciência. Esta “perda de realidade na ordem existencial”, predominante na cultura intelectual europeia, “desce” à cultura antropológica por via de um efeito de Trickle-down, “tornando-se socialmente dominante” e provocando “distúrbios massivos na ordem social”.
Eric Voegelin não nos dá a solução para o problema: só faz o diagnóstico. Porém, talvez a cura da doença europeia consista na substituição radical de todo o sistema imunitário do organismo europeu, com a ajuda imprescindível de Deus.

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O revisionismo do politicamente correcto


O revisionismo do politicamente correcto

by O. Braga


"Há exemplos para todos os gostos, desde as praxes académicas em universidades de tenra idade até aos touros de morte em Barrancos; desde a circuncisão dos rapazes e a ablação do clitóris às raparigas, na África, aos abortos dos fetos femininos, na Índia, porque as ecografias já permitem evitar o antigo assassínio das crianças de sexo feminino. Tudo “tradições” ou especificidades culturais que uma mentalidade cultivada e evoluída não encontra razões para poder aceitar."

Nem de propósito, este verbete no Rerum Natura, assinado por um senhor de seu nome João Boavida, parece vir ao encontro do fundamento crítico da “traição dos intelectuais” e da "esclerose múltipla cultural" que expus aqui de forma metafórica. Mas temos de ter cuidado quando tratamos com as tradições: não devemos adoptar uma atitude antitética em relação ao multiculturalismo e, simultaneamente, adoptando uma postura ideológica de acção sistemática contra as tradições.
Nas tradições, deve imperar o ónus da prova: em princípio, todas as tradições são boas salvo demonstração racional do contrário. Sublinho a palavra “racional”, que contrasta com “emocional”. Ora, é este ónus da prova que tende a ser ignorado pelos revisionistas do politicamente correcto.
Por aquilo que eu tenho lido ao longo dos últimos anos, o Rerum Natura é um blogue altamente comprometido com o processo de esclerose múltipla cultural da sociedade portuguesa [que se insere num movimento mais vasto de escloresamento cultural a nível europeu].
Por exemplo, no referido verbete, refere-se criticamente ao “aborto dos fetos femininos na Índia”, sem no entanto referir a causa gritante dessa nova "tradição" indiana: o putativo direito da mulher poder abortar de forma discricionária. Se uma mulher pode abortar quando e como quiser, o que a pode impedir de abortar selectivamente?! Qual é o valor ético que a poderia demover do aborto selectivo, se o próprio acto de abortar, em si mesmo, é legal e mesmo considerado legítimo pela cultura intelectual europeia?
O Rerum Natura fala de um efeito sem se referir à causa, o que denota um pensamento não científico. E este tipo de contradições são insanáveis e saltam à vista.
Outro exemplo: o verbete critica a tradição dos touros de morte em Barrancos. Eu também acho que não é possível fundamentar racionalmente essa tradição, mas o que o verbete pretende é, de forma implícita, meter no mesmo saco a tourada à portuguesa que não mata o touro; e, simultaneamente, na mesma frase, critica o aborto selectivo sem beliscar minimamente o aborto discricionário e caprichosamente a pedido da mulher.
Volto ao que tenho dito aqui: o revisionismo politicamente correcto pretende substituir tabus antigos por novos tabus, sendo que os novos tabus conseguem a espantosa proeza de ser ainda mais irracionais do que as mais irracionais tradições.
Quem lê o texto pode ter a sensação de que se trata de uma análise crítica das posições da tradição irracional do politicamente correcto, mas do que se trata é apenas de uma tentativa de correcção de rumo — na esperança de que se salve o moribundo entrevo e entrevado pela esclerose múltipla da cultura “progressista” actual.

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O mal da democracia não é o povo, nem é a democracia em si mesma


O mal da democracia não é o povo, nem é a democracia em si mesma

by O. Braga
“Sem a educação e o ensino para todos, somos colocados numa situação horrível e de perigo mortífero de termos que levar a sério as pessoas cultas”. — G. K. Chesterton
O problema da democracia não está na alegada “massa inculta” que, normalmente, substitui a razão pela emoção. Antes, está nas elites esotéricas que pretendem esconder, em relação às “massas”, o seu putativo saber e a sua pretensa razão, no intuito de retirar, desse esoterismo putativamente sapiente, contrapartidas de poder político e de privilégios sociais.
E é por isso que as elites actuais, alegadamente “sábias”, cedem sistematicamente à emoção das massas na feitura das leis, ao mesmo tempo que tendem a negar-lhes a educação propriamente dita — ou seja, uma educação que não se reduza ao basismo da Técnica.
O. Braga | Segunda-feira, 28 Maio 2012 at 7:12 am | Tags: democracia | Categorias: A vida custa, cultura, Política, politicamente correcto, Ut Edita | URL: http://wp.me/p2jQx-bJr


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O cientismo não aceita o “princípio da incerteza” de Heisenberg


O cientismo não aceita o “princípio da incerteza” de Heisenberg

by O. Braga


O “princípio da incerteza” de Heisenberg — diz-nos, a traço grosso, que existem sempre dois modos complementares de “construir” a realidade. Se observarmos a realidade de um desses modos, o outro torna-se indefinido — ou seja, por exemplo, é impossível fazer a observação de uma Partícula Elementar Longeva [ou partícula subatómica], e simultaneamente definir a sua posição; ou se faz a sua observação (tempo), ou se define a sua posição (espaço), isto é, numa observação, por exemplo, de um electrão, ou se define o tempo ou o espaço que ele ocupa, e não as duas coisas simultaneamente.
Todas as actividades do ser humano, incluindo as ciências, estão sujeitas a esta lei. Porém, a filosofia já tinha chegado, há milénios, à mesma conclusão de Heisenberg [por exemplo, com Xenófanes], mediante o conceito da limitação do conhecimento imposta pela relação sujeito-objecto a que está submetido o ser humano [Karl Jaspers aperfeiçoou e desenvolveu este conceito].
A Incerteza, de Heisenberg
Nas ciências, em todas elas, ou valorizamos a generalização precisa [a abstracção que corresponde às leis gerais, por exemplo, na física], ou valorizamos o particularismo dos fenómenos [a acuidade nominalista e particularista, por exemplo, na paleontologia]. E aqui voltamos ao problema da querela entre o nominalismo e os universais, e à constatação de facto de que o franciscano Guilherme de Ockham, ao excluir a importância dos universais para o conhecimento da natureza, foi um dos precursores do cientismo.
Se partirmos do pressuposto segundo o qual o princípio de Heisenberg é verdadeiro, então não existem, intrinsecamente, áreas do conhecimento que sejam superiores, em valia, a outras [são complementares]. Não podemos dizer, por exemplo, que a biologia é superior à filosofia, porque ambas estão sujeitas às limitações impostas pela realidade macroscópica da relação sujeito-objecto, e à dualidade modal de construção da realidade.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

A cultura intelectual europeia esclerosada : Ah…! l’amour…!


A cultura intelectual europeia esclerosada : Ah…! l’amour…!

by O. Braga
« Amour, le film de Michael Haneke, a décroché la Palme d’Or hier soir au Festival de Cannes. Amour, c’est la mise en scène à la fois délicate et voyeuriste des derniers mois et jours d’une vieille femme (Emmanuelle Riva) qui va sombrer dans la démence et dans la souffrance, toujours soutenue et soignée amoureusement par son vieux mari (Jean-Louis Trintingnant). Et c’est par Amour que ce dernier finira par la délivrer, en lui donnant la mort : il l’étouffe avec un coussin. »
Amour = euthanasie.
O festival de cinema de Cannes atribuiu uma Palma de Ouro a um filme austríaco com o título “Amor”. O filme descreve uma situação em que a eutanásia é classificada como uma forma de amor: o marido sufoca, amorosamente, a mulher até à morte, com uma almofada.
Ainda não vai muito tempo, o homicídio era considerado crime; mas a cultura intelectual europeia, , transformou o homicídio em amor.
já em estado de esclerose múltipla
O. Braga | Terça-feira, 29 Maio 2012 at 9:18 am | Tags: eutanásia | Categorias: A vida custa, ética, cultura, Esta gente vota, Europa, politicamente correcto | URL: http://wp.me/p2jQx-bKe


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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hélio Dias, brasileiríssimo e apoiante da “presidenta” ] que é um autêntico néscio.


O néscio do Rerum Natura

by O. Braga

No blogue Rerum Natura, existe um colaborador [ Hélio Dias, brasileiríssimo e apoiante da “presidenta” ] que é um autêntico néscio. Repare-se na imagem que o néscio publicou aqui :
Pergunta: onde é que o néscio vai buscar as noções de bem e de mal, para se sentir bem ou mal, e de acordo com “a sua religião"? Quais são as referências culturais que lhe permitenm distinguir os valores de bem e de mal?
Gente desta é uma lástima, porque insultam constantemente a nossa inteligência.
O. Braga | Segunda-feira, 28 Maio 2012 at 10:03 pm | Tags: Rerum Natura | Categorias: A vida custa, Esta gente vota | URL: http://wp.me/p2jQx-bJW

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Origem do Universo - Prof. Adauto Lourenço - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie

Origem do Universo - Prof. Adauto Lourenço - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Em Por Que Virei À Direita - Três influentes Intelectuais explicam com todas as letras os motivos de sua adesão ao pensamento conservador e liberal.

Em Por Que Virei À Direita - Três influentes Intelectuais explicam com todas as letras os motivos de sua adesão ao pensamento conservador e liberal.
http://cultura-calvinista.blogspot.com.br/2012/05/em-por-que-virei-direita-tres.html

Teoria da Evolução - Prof. Enézio E. de Almeida Filho - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie


Teoria da Evolução - Prof. Enézio E. de Almeida Filho - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Hermenêutica - Parte 1-2 - Prof. Dr. Davi Charles Gomes - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie

Hermenêutica - Parte 1-2 - Prof. Dr. Davi Charles Gomes - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie

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Prof. Dr. Marcos Eberlin - UNICAMP - Químico - Filosofia da Ciência - Parte I e II - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie

Prof. Dr. Marcos Eberlin - UNICAMP - Químico - Filosofia da Ciência - Parte I e II - TV Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie
http://academiaemdebate.blogspot.com.br/2012/05/blog-post.html

Sobre o mito de Montesquieu


Sobre o mito de Montesquieu

by O. Braga

"O argumento principal é o de que os súbditos monárquicos não estão necessariamente numa posição pior que os cidadãos republicanos no que concerne à segurança das suas vidas e posses, e que, na verdade, estas podem estar mais seguras numa monarquia do que numa república."
O louco e radical revolucionário Marat, na “Chaînes de l'Esclavage”, referiu-se assim a Montesquieu:
“Quando desenvolve mecanismos ocultos que fazem mover o mundo político, é a imagem de uma inteligência superior; mas quando emprega os seus talentos a delinear para os homens, leis feitas para assegurar o seu repouso, e para os conduzir à felicidade pela razão, é a imagem da Divindade”.
O que Marat constatou, de facto, foi o seguinte: Montesquieu ou era agnóstico ou deísta, o que vai dar no mesmo; e Marat quis dizer o seguinte: o novo humanismo revolucionário pressupõe uma transcendência sem revelação.
E, por isso — e tal como Rousseau, Robespierre, Voltaire e Diderot o fizeram também — Marat repetiu uma das frases mais célebres de Montesquieu: “Se Deus não existisse, tinha que ser inventado”, o que significa a afirmação da necessidade, segundo Montesquieu e os revolucionários, de se inventar um substituto para Deus, ou seja: a receita da substituição total e radical de Deus pela transcendência do Direito Positivo. E depois, foi o que todos nós constatamos e verificamos até hoje.
Dizer que “Montesquieu defendeu a monarquia” — como está escrito na citação em epígrafe — é um absurdo!
Desde logo porque uma monarquia propriamente dita não pode existir sem uma transcendência revelada. Por isso é que, por exemplo, a rainha de Inglaterra representa também, e ainda hoje, a Igreja Anglicana; e que o rei da Suécia representa a Igreja Sueca; e por aí fora. Acabe-se com a tutela da Igreja Anglicana por parte da coroa britânica, e a monarquia inglesa começa por perder o seu sentido, e a seguir esboroa-se...! Até o rei do Butão representa, na esfera política, a revelação do Buda.
Do ponto de vista da ética, Montesquieu é uma desgraça; por exemplo, o Marquês de Sade deu os parabéns, por escrito e não sem malícia, a Montesquieu, porque verificou obviamente, e de facto, a existência do relativismo na ética de Montesquieu. Não me vou alongar aqui sobre a ética de de Montesquieu, que deixarei eventualmente para outra oportunidade.
Do ponto de vista da análise da História, Marat tem razão quando se refere aos “mecanismos ocultos” de Montesquieu que “fazem mover o mundo político”. Montesquieu foi o pai do Historicismo e da actual visão da Esquerda, que vê na História um "sentido oculto" que anuncia a "certeza" de um determinado destino histórico, e transforma o "progresso" em uma lei da natureza.
O. Braga | Sexta-feira, 25 Maio 2012 at 6:07 am | Categorias: A vida custa, cultura, Política, religiões políticas, Ut Edita | URL: http://wp.me/p2jQx-bH0

 
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nova corrente ideológica de tipo Wandervögel, na Alemanha?


Nova corrente ideológica de tipo Wandervögel, na Alemanha?

by O. Braga

Na Alemanha, começa a estar na moda sepultar os mortos no mato, junto às árvores. Depois de um ecofascista espanhol ter sugerido que os mortos deveriam ser entregues às aves de rapina para serem devorados, já nada me admira nesta Europa.
A ideia (expressa neste artigo) de uma putativa “origem cristã” desta prática de sepultura dos mortos, é falsa; não faz parte da tradição judaico-cristã. Em vez disso, tem nitidamente origem pagã, assim como teve origem pagã o movimento ecofascista Wandervögel que surgiu em princípios do século XX na Alemanha, e que foi importante para a implantação do partido nazi a partir dos anos 20.
Na linha dos Wandervögel — que também defendiam o enterro dos mortos nas florestas — está o pensamento de Heidegger na sua relação com a natureza; e como sabemos, Heidegger foi um oficial nazi.
O. Braga | Terça-feira, 24 Abril 2012 at 6:12 pm | Categorias: ecofascismo, Tirem-me deste filme | URL: http://wp.me/p2jQx-bdB

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Um pequeno fisking a Desidério Murcho


Um pequeno fisking a Desidério Murcho

by O. Braga

“Vejamos: eu defendo um ensino com as características tal e tal. Mas seria cego da minha parte — ou pior — não reconhecer que quem defende o oposto disso tem tanto direito quanto eu de o defender, praticar e divulgar. É incoerente desejar para nós a liberdade de ensino que negamos aos outros, reivindicar para nós o direito de ensinar como pensamos que é correcto, ao mesmo tempo que negamos esse direito aos outros.”
Uma coisa é as pessoas terem o direito de defender as suas ideias; outra coisa é considerar, implícita ou explicitamente, que todas as ideias são equivalentes e que, em nome da liberdade, devem ser todas aceites e apologeticamente transmitidas aos alunos.
“A única coisa que está errado no ensino da filosofia em Portugal — e no ensino das outras áreas — é não haver a possibilidade de mais diversidade.”
Diversidade não é a mesma coisa que subjectividade. O ensino de uma qualquer disciplina tem que ter uma forte componente de objectividade. O que pode ser diversa é a forma [o método] como se ensina aquilo que é objectivo. Por outro lado, a filosofia — como tudo na vida — não é eticamente neutra: não é possível dizer: “todas as correntes filosóficas são equivalentes do ponto de vista ético”.
Por exemplo, quando o professor universitário de filosofia, Nuno Nabais, acha particularmente estimulante e interessante o ensino de Nietzsche [o tal que louvou o Marquês de Sade], este facto não significa que a ética de Nietzsche seja racionalmente defensável. Naturalmente que se Nietzsche não for intensa e apologeticamente abordado nos curricula, Nuno Nabais acharia isso detestável; mas teremos sempre que pedir ao Nuno Nabais que justifique racionalmente a sua exigência de especial incidência do ensino de Nietzsche — coisa que ninguém pode racionalmente sustentar.
“Se tivéssemos ampla diversidade, poderíamos ver o que funciona melhor, aquilo que é mais estimulante para os alunos, o que melhor promove o que queremos promover”.
Se tivéssemos a tal "ampla diversidade", o Nuno Nabais, por exemplo, estabeleceria um programa de ensino que teria por base as ideias de Nietzsche, e em função das quais gizaria uma mundividência que seria imposta aos alunos. Não tenho dúvidas acerca disso.
“Impor aos outros, seja a quem for, a nossa concepção de ensino -- e por mais que esteja objectivamente alinhada com o que de melhor se faz nas melhores universidades e escolas do mundo mais desenvolvido -- é inaceitável, e devia ser óbvio que é inaceitável.”
Quando o Desidério Murcho acha “inaceitável que se imponha aos outros a nossa concepção de ensino”, o que ele está a fazer é tentar impor aos outros a concepção de ensino que é a dele. Não é possível assumir uma posição neutral entre a neutralidade e a não-neutralidade. Desidério Murcho cai em contradição.
Quando alguém diz que “eu penso que é inaceitável impor aos outros a nossa concepção de ensino”, pretende afirmar uma verdade que é sempre impositiva; esse alguém está convencido que a sua opinião está correcta e que todos devem corroborar da sua opinião. Por conseguinte, essa pessoa pressupõe que a sua afirmação possui uma validade incondicional, e que existe, entre a sua opinião que ele considera correcta, por um lado, e as opiniões opostas que considera erradas, por outro lado, uma diferença que não pode ser relativizada.
O. Braga | Terça-feira, 24 Abril 2012 at 9:16 pm | Tags: Rerum Natura | Categorias: A vida custa, ética, educação, filosofia | URL: http://wp.me/p2jQx-bdF

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O milagre darwinista



O milagre darwinista

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tarde da Escrita Científica

Agência FAPESP – A Tarde da Escrita Científica será realizada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo no dia 21 de maio, a partir das 13h45.

O evento, que será sediado no auditório Pau-Brasil do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), contará com palestras de Valtencir Zucolotto, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), e de Gilson Volpatto, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os palestrantes falarão sobre a importância da escrita para internacionalização da ciência e darão dicas para construção de uma boa redação científica.

Na oportunidade será lançado também o Portal da Escrita Científica do Campus USP de São Carlos, espaço organizado pela comunidade do campus para reunir interessados em escrita científica.
O evento é uma realização conjunta do ICMC, do IFSC, da Escola de Engenharia de São Carlos, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, do Instituto de Química de São Carlos, do Centro de Informática de São Carlos e da Prefeitura da USP São Carlos.

As inscrições são gratuitas.

Mais informações: www.ifsc.usp.br/biblioteca/eventos e (16) 3373-9782 / 9779.


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O multiculturalismo e o relativismo moral de Estado

O multiculturalismo e o relativismo moral de Estado

by O. Braga
Se perguntarmos a um esquerdista se a excisão feminina é legítima, provavelmente dirá que não é [e muito bem!] --- talvez não por causa do acto de excisão em si mesma, mas antes porque a mulher é considerada pela esquerda como uma “vítima da história”, e porque as questões do sexo são centrais para a esquerda como arma de arremesso contra a ética cristã [alguém disse que, “na época vitoriana, o sexo não existia; e que hoje, não existe mais nada senão o sexo”].
Se algum imigrante da Nova Guiné insistir na sua tradição de canibalismo activo, não poderá argumentar que, numa sociedade pluralista como a nossa, têm que ser admitidos todos os valores. Entre os esquimós, ainda há pouco tempo era absolutamente compatível com sua ética o abandono dos idosos e doentes, bem como o infanticídio. E, por exemplo, os habitantes de Yakut, na Ásia, levam ainda hoje os seus idosos para a floresta, onde os enterram vivos.
O pluralismo da nossa sociedade tem os limites da universalidade de alguns valores que devem ser válidos para todos.
Muitas pessoas — na maioria, de esquerda — retiram destes factos culturais a conclusão de que os valores morais são relativos e que dependem das circunstâncias locais; e por isso, dizem que não existem normas morais vinculativas para todos, defendendo alegadamente a “tolerância”.
A esquerda é campeã e paladina da tolerância em relação a todas as concepções morais das outras sociedades divergentes da nossa. Mas a “tolerância” da esquerda, e segundo esta, é um princípio absoluto que não pode ser relativizado de modo nenhum, mesmo que fosse por motivos úteis. Portanto, a esquerda entra em contradição: por um lado, diz que todos os valores são relativos; e, por outro lado, defende a tolerância como um valor absoluto.
Ao mesmo tempo que a excisão feminina é, por exemplo, condenada pela Esquerda que controla o Estado, a pedofilia é tolerada pelo mesmo Estado. É o que podemos ler neste texto:
«"Pedi-me com o meu marido para casar com nove anos e ele foi logo viver para a nossa casa, pois os nossos pais fizeram uma sociedade. Ainda hoje o meu casamento tem fama. Comprámos muita comida e convidámos toda a gente. A festa foi na eira, com duas bandas de música a tocar. Foi muito bonito!»
A estrutura do Estado português está controlada pela esquerda, que inclui a esquerda maçónica. Enquanto não acontecer literalmente uma "caça às bruxas" no aparelho de Estado, não vamos a lado nenhum. A esquerda é um poço de contradições “propositadas”; é muito difícil lidar com elas. As contradições são elaboradas de forma propositada para induzir, nas “massas”, uma dissonância cognitiva que erradique a vontade do povo, e crie um clima de medo colectivo.
A esquerda rege-se [aparentemente] exclusivamente pelas emoções e impõe uma “lógica das emoções” à sociedade [a efeminação da sociedade]. E, como toda a “lógica de emoções”, é incoerente. Mas por detrás dessa “lógica das emoções” está um projecto de poder "a qualquer custo", sem olhar a meios para atingir os seus fins.
Os sofistas gregos defenderam indirectamente o multiculturalismo, quando consideraram que qualquer cultura bárbara era tão boa como a cultura de Atenas. A frase de Protágoras, “o homem é a medida de todas as coisas”, reflecte bem o relativismo multiculturalista. Se o homem é a medida de todas as coisas, basta mudarmos a cultura do homem em questão, e então vale na mesma; ou seja: “vale tudo”. E, como sabemos, os sofistas eram pagos a peso de ouro para promover as carreiras políticas dos poderosos de Atenas.



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O naturalismo e o relativismo moral



O naturalismo e o relativismo moral (2)

by O. Braga


Sobre a refutação do evolucionismo darwinista
A teoria da evolução de Darwin ou “evolucionismo” — que em meados do século XX foi rebaptizada de “evolução sintética” ou “neodarwinismo” — pode ser vista de duas maneiras: ou como uma teoria científica, ou como uma doutrina metafísica. Como doutrina metafísica, o evolucionismo teve e tem ainda um sucesso fantástico; como teoria científica, é basicamente um embuste.

O escaravelho bombardeiro
Uma das razões — senão a principal razão — por que considero Karl Popper como um dos cinco maiores filósofos do século XX, foi porque ele teve a coragem de enfrentar o dogmatismo na ciência, e foi muito criticado por isso. Para Karl Popper, é irracional que na ciência se ignore uma evidência falsificadora de uma teoria. Num ataque violentíssimo a Karl Popper, Imre Lakatos entrou em retórica: acusou Popper de não distinguir entre “refutação”, por um lado, e “rejeição”, por outro lado; no fundo, Lakatos entrou em pura semântica para criticar a pertinência da posição de Karl Popper.
Lakatos, contra Popper, defendeu a ideia segundo a qual uma evidência falsificadora de uma teoria cientifica não a refuta, na medida em que se pode alterar a teoria para acomodar a “anomalia” [nome dado à evidência falsificadora], ou na medida em que se pode “guardar” a anomalia numa gaveta para uma futura consideração. Segundo este raciocínio de Lakatos, uma teoria científica pode passar a ser verdadeira para sempre, o que é um absurdo. É esta visão de Lakatos que prevalece hoje na ciência e que mantém o evolucionismo como teoria intocável e irrefutável.
Para além do dogmatismo cientificista de Lakatos, outra razão para que a ciência [ciência = comunidade científica] continue a afirmar que “o evolucionismo é um facto”, liga-se com uma mera querela ideológica naturalista: a comunidade científica não quer dar nenhum “trunfo” ao criacionismo bíblico, mediante uma autocrítica no que respeita ao fracasso rotundo e evidente do neodarwinismo. “Antes quebrar do que torcer”; antes permanecer no erro do que dar alvíssaras aos criacionistas; antes criar um dogma científico do que favorecer um dogma religioso.
Se perguntarem, por exemplo, a um(a) autor(a) do blogue Rerum Natura se o "evolucionismo sintético" é uma teoria verdadeira, penso que todos eles [e elas] dirão que sim, que a teoria é verdadeira. E a razão para essa unanimidade é simples: eles apenas seguem [cegamente] a autoridade. Se perguntarem a Carlos Fiolhais: “como se faz uma aparelhagem estereofónica de som?"; ele provavelmente responderia: “Ligando um conjunto de colunas a um amplificador e acrescentado um leitor de discos, um receptor de rádio e um leitor de cassetes”. E fica, então, “explicado” como se faz uma aparelhagem estereofónica de som. E é nestes parâmetros que Carlos Fiolhais “explica” a origem e a "
" dos organismos vivos, e “justifica” a veracidade da teoria de Darwin. É óbvio que Carlos Fiolhais pode convencer muita gente mediante este tipo de “explicação”.
evolução
Porém, uma grande parte dos cientistas sabe muito bem que a teoria é falsa
; acontece que apenas uma pequena parte desses cientistas tem a coragem de vir a público desafiar a “autoritas”.
nos seus fundamentos
Eric Voegelin sintetizou o mito do evolucionismo da seguinte forma:
“A teoria evolucionista é um mito — assim como o criacionismo bíblico é um mito — porque é impossível explicar a mutação das formas.”

O naturalismo e o relativismo moral (3)

by O. Braga


Uma característica do ser humano é que não é capaz de dizer o que a realidade é; mas pode dizer o que a realidade não é, mediante a constatação dos seus erros na tentativa de “construção” teórica dessa realidade.
Porém, dado que só podemos descrever e explicar sempre o fracasso — precisamente por intermédio dos conceitos que utilizámos para a construção das teorias falhadas —, nunca somos capazes de ter uma imagem do mundo que pudéssemos responsabilizar pelo nosso fracasso.
Quando uma teoria é refutada, altera-se apenas o [Thomas Kuhn]. Charles Darwin escreveu:
paradigma
“Se fosse possível demonstrar a existência de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado através de modificações numerosas, sucessivas e ligeiras, a minha teoria seria absolutamente demolida.” — Charles Darwin, “A Origem das Espécies”.
Os avanços recentes da ciência bioquímica tiveram como resultado a refutação clara e insofismável dos princípios fundamentais do “evolucionismo sintético”, aka neodarwinismo. Mas também é verdade que, por exemplo, o conceito de Darwin de mantém-se válido, apesar da refutação da teoria. Um exemplo da micro-mutação é a capacidade de mutação das bactérias para resistir aos antibióticos; coisas deste género continuam válidas na teoria de Darwin. Refutar uma teoria não significa que toda a estrutura da teoria se deve deitar fora. O que nós não podemos continuar a dizer às pessoas --- e em nome da ciência! --- é que “a vida surgiu da matéria inorgânica”: isto já foi demonstrado pela ciência ser um absurdo total!
micro-mutação
Os princípios fundamentais do neodarwinismo foram totalmente destruídos pelo conceito científico de “complexidade irredutível” dos organismos vivos — ou seja: foi possível “demonstrar a existência de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado através de modificações numerosas, sucessivas e ligeiras”. Darwin acabou de constatar que a sua própria teoria foi demolida; acontece que os seguidores de Darwin estão em estado de negação perante a morte da teoria e da sua noção de "evolução darwinista" [].
segundo o ponto 3
O conceito de “evolução darwinista” [segundo o ponto 3] é metafísico; e o conceito de "mutações aleatórias", ou seja, mutações através de “pura sorte”, também é especulação metafísica. E, por natureza, o que é metafisico não pertence propriamente à ciência. Misturar ciência e metafísica é transformar a ciência em uma religião imanente.
O referido conceito de “evolução darwinista”, sendo demonstrado falso, teve contudo consequências funestas para a ética e para a moral da humanidade. Os darwinistas são os protagonistas por excelência da “traição dos intelectuais” segundo o conceito de Julian Benda. O falso conceito de “evolução darwinista” esteve na base das catástrofes humanitárias dos século XX, porque esse conceito falso é o fundamento de uma espécie de “religião do mal” que devastou a humanidade no século passado.




O naturalismo e o relativismo moral (4)

by O. Braga

O descrédito do darwinismo lançou o desespero entre os neo-ateístas. Hoje, ninguém com dois dedos de testa defende a ideia darwinista de evolução.
Por exemplo, um filho meu, que tem um mestrado em bioquímica em uma prestigiada universidade portuguesa, sorri quando lhe falam em “ ”. As pessoas que conhecem estas matérias sabem muito bem que a teoria darwinista da evolução chegou a um beco sem saída. No fundo, a teoria darwinista está praticamente reduzida às micro-mutações que nem sequer são aleatórias mas, em última análise, são intencionalmente conduzidas pelo próprio organismo vivo[ finalidade natural] que reage em relação às imposições do meio-ambiente, criando nichos naturais onde o organismo se pode impor e assegurar a sua sobrevivência.
evolucionismo darwinista

Desde a revolução inglesa, primeiro, e depois, a revolução francesa, que o principal objectivo do ateísmo político era o de capitalizar sentimentos anti-clericais e anti-religiosos no sentido de potenciar um projecto totalitário, elitista e neognóstico de poder político. As revoluções totalitárias inglesa e francesa falharam, e a burguesia filistina substituiu, então, a nobreza ou a aristocracia multi-secular. Depois, já no século XIX, surgiram os socialistas franceses e Karl Marx, que tentaram ressuscitar o espírito totalitário das revoluções goradas. Os gnósticos modernos [os revolucionários, ou neognósticos] não desistiram da ideia "furada" da revolução totalitária que veio a acontecer na Rússia em 1917.
Com a recente queda do fatídico muro de Berlim, os neognósticos revolucionários [passo a redundância] começaram sentir a terra a fugir-lhes debaixo dos pés; e, em último recurso, gente como Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris — que são nitidamente influenciados pelo marxismo —, agarraram-se ao darwinismo para assim poder sustentar um substitutivo provisório e temporário para o marxismo --- como aliás claramente defendeu Peter Singer [outro neognóstico]. A crença no marxismo não desapareceu das cabeças dessa gente, mas como o marxismo caiu em descrédito na opinião pública, os cavaleiros do apocalipse revolucionário voltaram-se para o darwinismo como teoria de suporte contra a mundividência religiosa e tradicionalista.
Com a evolução da bioquímica nos últimos 50 anos, e principalmente nas últimas duas décadas, os neognósticos revolucionários sentem, mais uma vez, a terra a fugir-lhes debaixo dos pés: já não podem invocar o conceito de para fundamentar o seu ódio à religião sem que alguém legitimamente lhes chame de "idiotas".
evolução darwinista

Contrariados pela realidade e pelos factos, já não podendo invocar a pretensa "ciência do marxismo" e nem a pressuposta "ciência do evolucionismo darwinista", , disparando irracionalmente em tudo o que mexe, por um lado, e aliando-se à ideologia homofascista, ao individualismo exacerbado e ao primado absolutista do princípio do interesse próprio, por outro lado.
os revolucionários entram agora em histeria
Porém, o princípio que rege a retórica falaciosa dos revolucionários actuais, continua a ser essencialmente idêntica à dos revolucionários de 1789, e depois à dos marxistas de 1917: o ataque ad Hominem. Rotulam o inimigo a abater com insultos, e sem se preocuparem minimamente em fundamentar racionalmente o rótulo aposto; e apelam às emoções das massas, manipulando-as emocionalmente, pensando que assim podem escapar aos problemas colocados pelas sua própria irracionalidade.
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